Umari CE: História de Pecuária, Cultura e Ecoturismo
Umari, município situado na Microrregião de Lavras da Mangabeira e na Mesorregião Centro‑Sul cearense, tem uma história rica que remonta aos povos indígenas Carirys, Icós e Xokós. A partir do século XVIII, a região foi colonizada por paraibanos e pernambucanos que introduziram a pecuária tradicional da zona da carne seca e charque, consolidando Umari como centro urbano ao criar sua primeira capela e cemitério.
Com uma população estimada em 7.545 habitantes (censo de 2010), o município apresenta um clima tropical quente semiárido, com chuvas concentradas entre janeiro e abril, totalizando cerca de 787 mm anuais. A hidrografia local conta com riachos como Pombas, Pendência, Urubus e Jenipapeiro, que se unem ao rio Salgado; a Barragem do Jenipapeiro – construída pelo Governo do Estado do Ceará em 2011 – tem capacidade de 43 400 m³ e abastece Umari, Baixio e Ipaumirim.
Na economia, a agricultura segue sendo o pilar: banana, arroz herbáceo, milho e feijão são os principais cultivos. A pecuária diversifica-se entre bovinocultura de corte e leite, caprinocultura, ovinocultura, suinocultura, apicultura e piscicultura, refletindo a tradição agropecuária da região.
O setor de serviços cresce gradualmente: comércio local, pequenos artesanatos e prestação de serviços essenciais atendem à comunidade e fomentam o desenvolvimento urbano. Os empreendedores locais têm investido em iniciativas que visam integrar produção agrícola e pecuária com turismo sustentável, aproveitando a paisagem entre as serras da Várzea Grande e da Bertioga.
Do ponto de vista esportivo, Umari abriga clubes de futebol amador e associações atléticas que promovem eventos regionais. A comunidade valoriza o esporte como ferramenta de inclusão social, com infraestrutura crescente para atletas locais.
Para os turistas, a região oferece oportunidades de ecoturismo em rios, cachoeiras e trilhas entre as serras, além do patrimônio cultural. As festas tradicionais – a celebração de São Gonçalo do Amarante (1‑10 de janeiro), as Festas Juninas (29 de junho) e a Semana da Emancipação (15 de setembro) – atraem visitantes que desejam vivenciar a cultura caatingana em sua forma mais autêntica.
Umari tem produzido diversos talentos locais: atletas de destaque nas competições estaduais, músicos e artistas plásticos reconhecidos nos circuitos culturais do Nordeste. Essas personalidades refletem o espírito vibrante da cidade e inspiram as novas gerações a continuarem contribuindo para o desenvolvimento regional.
Em síntese, Umari combina tradição agropecuária com um crescente setor de serviços, esportes comunitários e potencial turístico nas belezas naturais e culturais do Ceará. A cidade permanece otimista sobre seu futuro, impulsionada pelo trabalho colaborativo entre governo municipal, comunidade e iniciativa privada.