Guajará‑Mirim: gigante verde com 93% conservação
Guajará‑Mirim, localizado na fronteira entre Rondônia e Bolívia, ocupa 24 856 km², tornando‑se o segundo maior município do estado. A cidade se destaca por sua extensão territorial vastíssima e por manter mais de 93 % da área em unidades de conservação, incluindo terras indígenas, reservas extrativistas e biológicas.
Historicamente conhecida como ponto estratégico da rota de ferro via Madeira‑Mamoré, Guajará‑Mirim evoluiu de um centro de extração de borracha para um polo de serviços que hoje abriga bancos (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal), delegacias de polícia e até bases militares. A presença da Zona Franca de Comércio Livre oferece oportunidades únicas de importação e comércio, impulsionando a economia local.
O Produto Interno Bruto do município gira em torno de R$ 506 000 000, com um per‑cápita de R$ 12 483. A maioria da renda vem dos serviços: turismo, comércio, logística de fronteira e atividades administrativas. Essa estrutura tem atraído investidores interessados em infraestrutura portuária e aeroportual, além de fomentar a indústria turística local.
Na esfera esportiva, Guajará‑Mirim abriga clubes como o Guajará Esporte Clube (vermelho e branco) e o Sporting Club Morumbi Rondoniense. O clima ameno e as paisagens naturais proporcionam excelentes condições para atividades ao ar livre, como passeios de barco no rio Pacaás Novos e trilhas pelas cachoeiras de Bananeira e Praia da Pedra da Morte.
O turismo é um dos pilares da cidade: a famosa Estrada de Ferro Madeira‑Mamoré, o histórico Hotel Pakaas Palafitas Lodge, as praias fluviais do Rio Pacaás Novos, e os encontros de água entre Guaporé e Mamoré atraem visitantes de todo o Brasil. Festivais culturais como o Boi‑Bumbá e o FESTINAÇU reforçam a identidade regional, enquanto o artesanato indígena (Wari) oferece peças únicas para colecionadores.
Para os amantes da natureza, Guajará‑Mirim oferece “gruta dos Pacaás Novos”, a Torre EMBRATEL na Chapada e cachoeiras como Pau Grande e Praia das Três Bocas. A fauna local inclui espécies emblemáticas do Pantanal Amazônico: jacarés, tucanos, piranhas, e o majestoso jaguar que patrouila nas matas preservadas.
Em resumo, Guajará‑Mirim é uma cidade de contrastes impressionantes: patrimônio histórico, serviços robustos, esportes comunitários e um ecossistema turístico vibrante. O futuro parece promissor, com oportunidades de crescimento sustentado graças à combinação única de recursos naturais e infraestrutura de serviços.