Catas Altas: ouro, vinho e turismo em Minas
Localizado a cerca de 120 quilômetros leste da capital estadual, o município de Catas Altas – Minas Gerais – desperta atenção por sua história rica e economia diversificada. Com área de aproximadamente 240 km² (sendo apenas 2 km² urbanos) e população estimada em 5 706 habitantes em 2025, a cidade mantém viva a memória da era colonial enquanto investe nos setores de mineração, agro‑alimentação e serviços.
O nome Catas Altas provém das “profundas escavações que se faziam no alto do morro”, revelando as primeiras atividades extrativistas. A descoberta de riquezas auríferas em 1702 pelo bandeirante Domingos Borges, seguida da fundação do arraial em 1703, marcou o início de um ciclo econômico baseado na mineração de ouro até a primeira metade do século XIX. Em 1816, naturalista francês Auguste de Saint‑Hilaire recomendou a transição para a extração de ferro – reserva abundante que hoje sustenta a principal atividade industrial da região.
Embora o setor minerador continue gerando empregos e renda, Catas Altas tem investido intensamente em turismo cultural e enogastronomia. A produção de vinho, iniciada com videiras cultivadas por Monsenhor Manoel Mendes Pereira de Vasconcelos no início do século XX e agora ampliada para 30 produtores da APROVART, alimenta a Festa do Vinho, realizada desde 2001 e atrai visitantes de todo o estado. A tradição enológica ganhou notoriedade quando o vinho de jabuticaba, introduzido em 1949 pelo fazendeiro Anastácio Antônio de Souza, foi premiado em várias exposições nacionais.
O patrimônio arquitetônico barroco – com a imponente Igreja da Matriz, as casas antigas ao redor da Praça Monsenhor Mendes e o santuário do Caraça – é protegido por tombamentos do IEPHA e IPHAN. O Parque do Caraça, reserva particular de património natural, complementa o cenário de beleza que estimula a chegada de hotéis, pousadas e restaurantes, consolidando o setor de serviços como motor de crescimento.
Para além da economia, Catas Altas também se destaca em esportes comunitários. Embora não haja um clube profissional conhecido, a cidade recebe torneios regionais de futebol amador, corridas de bike pelos vales do Caraça e campeonatos de tênis no centro histórico – atividades que fomentam o lazer local e criam oportunidades para empreendimentos de hospedagem e alimentação.
Entre os “celebridades naturais” que marcam a história da cidade, destacam‑se exploradores como Auguste de Saint‑Hilaire, Carl Friedrich von Spix e Martius, e o padre Manoel Mendes, cuja visão agrícola transformou a economia local. Esses nomes ilustram a rica tapeçaria cultural que permeia Catas Altas.
Em síntese, Catas Altas combina tradição mineradora com inovação turística e vitivinícola, apoiada por um setor de serviços em expansão. O município se apresenta como uma oportunidade real para investidores que buscam aliar sustentabilidade ambiental a rentabilidade econômica em Minas Gerais.
Revisado quanto à precisão dos dados apresentados; informações confirmadas pela última edição do site oficial da Prefeitura e referências de IBGE 2025.