Aroeiras cresce: da mandioca à Barragem de Acauã
Aroeiras, município situado na Região Metropolitana de Campina Grande, ocupa 374 km² e conta com cerca de 19 000 habitantes (IBGE‑2019). Sua história remonta ao século XIX, quando a casa de farinha de João Gonçalves deu origem à primeira comunidade. Em 1881 abriu-se a Feira de Catolé dos Sousas, atraindo moradores que se instalaram no local, e em 1953 Aroeiras foi emancipada do município de Umbuzeiro.
O território faz parte da área do semiárido brasileiro, com índice pluviométrico baixo e risco moderado de seca. O maior reservatório hídrico estadual, a Barragem de Acauã, foi construído aqui; embora tenha gerado controvérsia entre os moradores das áreas inundadas, ele também trouxe oportunidades para o manejo da água em uma região sensível.
Economicamente, Aroeiras se apoia principalmente na agricultura familiar, cultivando mandioca, feijão e milho. Nos últimos anos tem-se observado um crescimento no setor de serviços: bancos, supermercados, pequenas indústrias e comércio local têm expandido, refletindo o aumento da renda média dos habitantes.
O turismo está em fase inicial, mas a cidade oferece atrativos naturais como a Barragem de Acauã, trilhas rurais e a cultura do sertão. A feira livre continua sendo ponto de encontro para visitantes que buscam produtos típicos e artesanato local.
No campo esportivo, o Campeonato Aroeirense de Futebol reúne equipes da zona urbana e rural. Os clubes mais destacados são Auto Esporte e Torres, ambos com torcidas fervorosas e vários títulos regionais.
Não há registro de celebridades nacionais originárias de Aroeiras; no entanto, a cidade se orgulha de seus profissionais do agronegócio, artesãos e atletas que representam o município em competições estaduais.
Em suma, Aroeiras combina tradição agrícola com expansão do setor de serviços, mantendo um espírito comunitário forte e uma perspectiva otimista para o futuro econômico e esportivo.